O Carnaval é uma das maiores manifestações culturais do Brasil. Movimenta turismo, economia, geração de renda e milhões de pessoas nas ruas e nos sambódromos. Mas, por onde passa, a festa também deixa um desafio significativo: o volume de resíduos gerados em poucos dias de celebração.
Os dados do Carnaval 2026 reforçam a dimensão dessa operação urbana.
📍 Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, a operação especial de limpeza recolheu 1.642 toneladas de resíduos em 2026, considerando blocos de rua, Sambódromo e demais áreas da festa.
Em 2025, os números divulgados para as noites do Grupo Especial no Sambódromo indicaram:
- 67,6 toneladas (1ª noite)
- 66,5 toneladas (2ª noite)
- 75 toneladas (3ª noite)
Os dados consolidados de 2025 não foram divulgados de forma unificada, mas os números de 2026 demonstram a dimensão da estrutura necessária para atender à maior festa popular do país.
📍 São Paulo
Em São Paulo, o total recolhido em 2026 foi de 674 toneladas, considerando blocos e Sambódromo.
Em 2025, o volume foi de 705 toneladas ao longo do Carnaval.
Em 2026, aproximadamente 130 toneladas foram destinadas à reciclagem (19,3% do total). Já em 2025, a expectativa divulgada indicava índice superior a 50%, embora sem detalhamento consolidado.
📍 Outras cidades
Outras capitais também registraram volumes expressivos:
- Manaus: mais de 35 toneladas (Sambódromo e entorno)
- Rio Branco: quase 120 toneladas em cinco noites de festa
- Distrito Federal: 29 toneladas recolhidas nos blocos de rua
Os números evidenciam que o Carnaval, além de festa, é uma grande operação logística e ambiental.
O papel essencial de catadores e cooperativas
Por trás desses números, há uma rede de profissionais que atuam diretamente na recuperação de materiais recicláveis. Catadores e catadoras, cooperativas e agentes da reciclagem exercem papel fundamental para reduzir o envio de resíduos aos aterros e reinserir materiais na cadeia produtiva.
Em eventos de grande porte como o Carnaval, a atuação organizada desses profissionais amplia a eficiência da triagem, melhora os índices de reciclagem e gera impacto social por meio da geração de renda.
Quando a separação correta acontece, tanto por parte da população quanto nas operações estruturadas pelas prefeituras, o volume destinado à reciclagem aumenta e os custos ambientais diminuem.
Carnaval e responsabilidade compartilhada
O Carnaval evidencia um ponto central da gestão de resíduos no Brasil: grandes eventos concentram geração massiva de lixo em poucos dias. Isso exige planejamento, infraestrutura e responsabilidade compartilhada entre poder público, empresas, organizadores e cidadãos.
Separação correta, apoio à logística reversa e valorização da cadeia da reciclagem são elementos fundamentais para transformar resíduos em recursos.
A festa acontece e termina em poucos dias. O impacto ambiental pode durar muito mais tempo, por isso, a conscientização e o descarte correto fazem toda a diferença.
Fonte: diariodorio, expresso.estadao.com, g1.globo, correeiobraziliense.com e portaldoamazonas