O trabalho de catadores e cooperativas é decisivo para a recuperação de resíduos, a inclusão social e o fortalecimento de um sistema de logística reversa mais justo e eficiente.
A inclusão de catadores e catadoras de materiais recicláveis no sistema de gestão de resíduos sólidos tem se consolidado como um dos caminhos mais eficazes para ampliar a reciclagem no Brasil, reduzir impactos ambientais e promover justiça social. Esses profissionais desempenham um papel estratégico na recuperação de materiais que, de outra forma, teriam como destino final os aterros sanitários.
Dados recentes evidenciam a dimensão desse trabalho. Apenas em 2024, catadores autônomos foram responsáveis pela coleta de mais de 4,6 milhões de toneladas de resíduos recicláveis diretamente nas ruas, volume que representa cerca de 6% de todo o lixo urbano gerado no país. Todo esse material foi destinado à reciclagem, retornando ao ciclo produtivo e fortalecendo a economia circular.
Importante destacar que o catador autônomo é aquele que atua de forma independente, sem vínculo formal com associações ou cooperativas. Essa atuação é classificada como coleta informal, realizada principalmente em vias públicas e áreas urbanas. Mesmo fora da estrutura formal, esses trabalhadores exercem um papel fundamental na cadeia da reciclagem, contribuindo de maneira significativa para a redução de resíduos enviados aos aterros e para o reaproveitamento de materiais recicláveis.
O volume coletado pelos catadores autônomos se aproxima, inclusive, da quantidade destinada à triagem pelos serviços públicos de limpeza urbana, que recolheram cerca de 4,8 milhões de toneladas no mesmo período. Esse dado reforça a relevância dos catadores como agentes estruturantes do sistema de reciclagem brasileiro, tanto do ponto de vista ambiental quanto social.
Cada tonelada reciclada carrega o trabalho de quem transforma resíduos em oportunidades. Na prática, catadores e cooperativas atuam como elo essencial da cadeia da reciclagem, evitando a perda de materiais recicláveis, reduzindo a extração de recursos naturais e promovendo geração de renda e inclusão social. Sua atuação é indispensável para o avanço de um modelo mais eficiente e sustentável de gestão de resíduos.
Nesse cenário, iniciativas que reconhecem, estruturam e integram o trabalho dos catadores tornam-se fundamentais. O Movimento pela Reciclagem, iniciativa do Rever, nasce com esse propósito: valorizar catadores e cooperativas, promover a logística reversa e fortalecer práticas sustentáveis que geram impacto ambiental e social positivo ao longo de toda a cadeia.
Ao incentivar empresas a assumirem seu papel na cadeia da reciclagem, o Movimento pela Reciclagem contribui para a construção de um sistema mais justo e eficiente, no qual o reconhecimento do trabalho dos catadores é parte central da solução para os desafios da gestão de resíduos no país.
A valorização desses profissionais não é apenas uma questão social, mas uma estratégia essencial para que o Brasil avance no cumprimento de suas metas ambientais e na consolidação de um modelo de desenvolvimento mais sustentável. Para aprofundar a compreensão sobre o cenário nacional da gestão de resíduos sólidos, incluindo dados sobre coleta, reciclagem e a atuação de catadores formais e informais, o Panorama de Resíduos Sólidos 2025 (link: https://www.abrema.org.br/panorama/ ), elaborado pela ABREMA, é uma referência fundamental.
Confira a matéria completa e entender mais sobre a importância da inclusão dos catadores na gestão de resíduos sólidos, acesse o conteúdo original publicado pelo Metrópoles: https://www.metropoles.com/brasil/inclusao-de-catadores-e-passo-importante-na-gestao-de-residuos-solidos